sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Quem é de verdade sabe quem é de mentira (?)

Às vezes demora.

(pensei em escrever tanta coisa, mas só saiu isso. está de acordo com o que sinto agora.)

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

sem título

não consigo títulos pra nada, seja um texto ou uma situação. desisti de palavras que pudessem expor a essência do que virá a seguir. nos textos, na vida, nas ações sujas. a piada do tempo - cada um tem o seu. tempo. só é instantâneo quando nunca existiu de verdade. cada um tem seu tempo - e nunca haverá o bastante para certas coisas, como sentir de verdade - e não procurar sentir. poderia furar meus dedos, um por um. poderia reforçar todas as linhas das palmas das minhas mãos e esperar que me dissessem algo. faria mais sentido.
agora é possível enxergar além dos vidros.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

'Cause everybody has a poison heart

Vento forte no rosto, secando rápido, girando rápido. Nó do peito em fala embargada correndo pelos olhos. Cinco cadeiras, tanta voz, vazio, mentira. Copo enche e esvazia, enche e esvazia - como nossos corações.

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

papel

O moço foi simpático e explicou todo o procedimento para conseguir um papel falando da vida de alguém que não vive mais. Não teria pq ser diferente para alguém que lida com isso todos os dias. Mas pra quem viveu também um pouco daquela vida que não existe mais - e que morreu um pouco ali também - é um tanto triste - e vazio - que as pessoas virem todas papel depois de mortas. Como se já não bastasse os papéis que somos obrigados a representar quando vivemos, com a diferença de que esses não são timbrados. E é procurando por folhas de papel que eu enterro o André de novo, todos os dias.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Começava a ter medo dos outros. Aprendia que a nossa solidão nasce da convivência humana.

Nelson Rodrigues

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

esse medo da morte que aproxima os cordeiros de seres imaginários, de ideias fantásticas, pecados, punições, salvação eterna.
esse medo de si mesmo, da natureza humana, que deixa as mãos cheias de martelos histéricos.
tem também a ânsia em machucar
a facilidade em fugir
só procuram tanto essa maldita luz pq são cegos e cheios de breu por dentro.