O remédio que eu coloco todos os dias no ouvido antes de dormir não vai funcionar, pois o que o fez doer assim está ainda grudado, como musgo, nas paredes do estômago.
Tento não olhar meu braço. É absurdo demais. Eu sonho que o coloco nos trilhos do trem para que ele seja arrancado. Mas isso é só um detalhe. A cereja do bolo. As marcas internas, depois de tanto ácido, depois dos olhos trincarem ao assistirem aquele velho romance previsível, começaram a silenciar. Lentamente, a raiz acaba de morrer...
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